Cinco nuvens.
Google. Maçã. Flickr. Dropbox. OneDrive.
Depois havia as unidades. Os pendrives acumulando poeira em uma gaveta de lixo. Os discos rígidos zumbindo em torres antigas que esqueci que possuía.
Minha vida digital não era uma biblioteca. Era uma garagem depois de uma enchente.
Eu não sou fotógrafo. Eu não preciso de um portfólio. Sou apenas um cara que gosta de capturar quando o sol bate certo ou o gato faz algo que lembra vagamente a personalidade. Por que eu precisava de 40 fotos de um felino dormindo?
Não sei.
Mas eu paguei por eles. Todos os meses. Cada plataforma me cobrava aluguel por metragem quadrada digital que eu não conseguia lembrar. Amoras se tornaram Androides. Nokia se tornou iPhones. Os sistemas operacionais mudaram, as regras de backup mudaram e minhas fotos se espalharam como confetes.
A procrastinação custa dinheiro.
Quanto mais nuvens você habita, mais contas chegam. Você acumula gigabytes até pagar tarifas premium para armazenar fotos borradas do jantar de 2014.
Então eu limpei.
Reúna tudo
O primeiro passo foi arqueológico.
Eu cavei.
Localizei todas as contas. Cada SSD externo. Até liguei um desktop de 2008 para ver que fantasmas viviam em sua memória. Tudo foi despejado em um laptop.
Fácil?
Não se você for eu. A maioria das pessoas se limita a um ecossistema. Eu não. Joguei dardos em um quadro rotulado “Provedores de armazenamento”.
Organize o barulho
Essa parte doeu.
É aqui que a maioria das pessoas desiste porque é lento, enfadonho e emocionalmente desgastante.
Eu apaguei o desfoque.
Eu apaguei as duplicatas. Oh Deus, as duplicatas.
Eu realmente carreguei aquela imagem do WhatsApp para o backup do meu iPhone e para a pasta da minha área de trabalho e para o Google Drive? Sim. Eu fiz. Carreguei a mesma imagem três vezes porque achei que a tecnologia era inteligente. A tecnologia não é inteligente. Cópias de tecnologia.
Existem ferramentas para isso.
O Cloud Duplicate Finder custa dinheiro (US$ 40 a US$ 96 dependendo da sua fidelidade). DeDuplicate funciona com um orçamento (US$ 8). O Google tem um botão gratuito em Gerenciar armazenamento que encontra fotos desfocadas. É legal.
Se você sincronizar suas unidades localmente, poderá executar o Duplicate Photo Cleaner. Encontra as variações de colheita. Encontra as versões editadas. Ele encontra quase a mesma imagem.
Também existem ferramentas gratuitas. DupeGuru funciona em Linux, Mac e Windows. Remo verifica a lista telefônica. CCleaner faz o básico de graça, mas cobra pelo trabalho pesado, como encontrar iluminação ruim.
Eu os usei. Eu encontrei idiotas. Eu os matei.
E o vídeo?
Exclua o lixo. Um vídeo de 30 segundos tem 40 MB em definição padrão. Em 4K, são mais de 200 MB. Uma foto tem talvez 5 MB. Vídeo é assassinato de armazenamento. Corte a gordura.
Pular esta etapa? Claro. Você viverá com a desordem. Mas você também continuará pagando por isso.
Escolha uma casa
Eu escolhi o Google Fotos.
Não foi porque era superior. Foi porque já moro no ecossistema de documentos do Google. Simplesmente aconteceu. A Apple pode migrar automaticamente os dados para o Google, se desejar. Para o resto? Download. Em seguida, carregue.
O preço é importante.
A Apple cobra US$ 1 por 50 GB. US$ 3 por 200. US$ 10 para o nível de grande sucesso de 2 TB. O Google custa US$ 2 por 100 e US$ 3 por 2020. O OneDrive vincula seu armazenamento aos aplicativos do Office. Amazon Prime oferece fotos ilimitadas se você já assina benefícios de frete.
Não importa qual. O que importa é a segurança.
Use a regra 3-2-1.
- Três cópias de tudo.
- Dois tipos diferentes de mídia (nuvem + unidade local).
- Uma cópia externa (a nuvem conta se não estiver no seu computador).
Confiar em um ponto? Você perde tudo quando esse servidor morre. Ou você deixa seu laptop cair na pia.
Baixei toda a minha biblioteca. Copiei para uma unidade externa. Eu carreguei para a nuvem.
Proteção tripla.
É uma coisa única?
Não.
Cada vez que você tira 200 novas fotos, é necessário repetir o processo. Você tem que baixar, copiar, fazer upload. É uma tarefa árdua. É um trabalho de limpeza digital. Mas funciona.
O brilho
Economizei $ 240.
Essa foi a verdadeira vitória. Eu costumava gastar quase US$ 300 por ano armazenando menos de 400 GB em quatro serviços diferentes. Ridículo.
Agora? Eu pago ao Google US$ 60 por ano. Talvez menos se os preços mudarem.
É melhor do que economizar dinheiro. É como fechar uma gaveta que sempre esteve aberta. Imprimi um livro. Eu configurei um porta-retratos digital. Parei de tratar minhas memórias como lixo de aterro e comecei a tratá-las como bens.
Só mais tarde percebemos que acumular espaço digital é uma forma de acumular tempo que não temos.
O sistema se mantém.
Minhas fotos estão seguras.
Ainda não vou limpar a garagem física.
Algumas coisas simplesmente ficam confusas.
























